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Escolhas ou destino?

 

Que tipo de pessoa você é? Aquela que acredita que as escolhas constroem o filme da sua vida ou é daquele tipo que prefere dizer que o filme da sua vida é coisa do destino?

Se a sua resposta foi a primeira, certamente é alguém que se conscientiza de que sua vida é construída por você mesma e que dessa forma a responsabilidade por suas atitudes e conseqüências das mesmas também é sua. Sendo assim, precisa refletir bastante qual o tipo de filme quer construir, pois pode acabar escrevendo o roteiro errado e o final pode ser desastroso. Ter consciência de nossas escolhas nos coloca como autor do nosso próprio filme e portanto num papel ativo diante da nossa história de vida. Assim, cabe a cada um saber se quer construir um filme de ação, um romance, um drama ou até mesmo uma comédia daquelas de rolar de rir.

Mas se a sua resposta foi a segunda,  você é daquele tipo de pessoa que responsabiliza os outros, a Deus ou mesmo ao universo por sua vida estar do jeito que está. Esquece que você tem o livre arbítrio e que este te responsabiliza por suas atitudes ou pela falta delas. Lógico! É bem mais cômodo responsabilizar o destino por nossas escolhas, muitas das vezes insanas, pois se as conseqüências forem desastrosas e construírem um filme de terror, eu posso dizer “eu não  fiz nada para que isso acontecesse”; “o destino assim quis”. Acreditar simplesmente no destino nos coloca num papel passivo diante do que acontece em nossas vidas, meros espectadores da nossa própria história, ou melhor, seguidores de um filme com roteiro pré-determinado. Como não nos consideramos responsáveis pelo que acontece, tiramos todo o peso das costas quando algo não dá certo. Ufa! Que alívio, né?

Vira e mexe ouço no consultório frases do tipo: “minha vida profissional não vai pra frente”; “estou insatisfeita com meu emprego”; “não consigo arrumar um namorado”; “meus relacionamentos não dão certo”. E então, questiono: “Tem procurado outro emprego? Como?” – respostas: “Não - estou fazendo meu currículo”; “Tem saído e conhecido pessoas?” – resposta: “Está muito difícil encontrar alguém, nem saio mais porque não adianta”; “Que tipo de pessoa você tem se relacionado? O tipo de pessoa que tem encontrado se encaixa no que você quer?”– respostas – “Quando eu vejo que o cara quer namorar eu acabo ficando, mesmo que não atenda as minhas expectativas”, “Só não quero ficar sozinha”, “me sinto muito carente”.

Agora, eu pergunto: é o destino que faz com que a vida das pessoas esteja insatisfatória ou são as pessoas que não estão se movimentando em direção aos seus objetivos? É fácil responsabilizar o destino, difícil é se dar conta de que esse chamado “destino” tem o nosso próprio dedinho por detrás, pois são nossas escolhas que estão nos direcionando para esse ou aquele caminho.

Reflita! Escolhas ou destino: você está construindo ou seguindo o filme da sua vida?

 

Alexssandra Freitas.

Psicóloga/Gestalt-terapeuta/Orientadora Vocacional

CRP: 05/32793

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