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 “Risco, Oportunidade e Criatividade

30/09/2009

Por Vanessa Garcia

 

Algumas vezes a vida nos dá oportunidades tentadoras e por medo de arriscar, de errar ou até mesmo por medo das possíveis mudanças e das conseqüências das mesmas em nossas vidas, dizemos NÃO ao novo, à  renovação e perdemos a chance de encarar situações diferentes – mas nem por isso ruins – das quais estamos acostumados.

Ora e qual é o propósito de passar por novas experiências? O que ganhamos com isso?

Da mesma forma que de vez em quando fazemos uma bela limpeza no armário para a energia ali circular, na vida também é importante abrirmos as portas para o novo, dando chance para novas oportunidades surgirem, para vivenciar coisas e acontecimentos diferentes. Não há nada melhor do que poder agir de outro modo do qual estamos rotineiramente acostumados (É claro que esse “modo de agir” está dentro dos nossos limites e de acordo com nossos valores). Ao quebrarmos um pouco a rotina ganhamos vitalidade, prazer, satisfação, sensação de bem-estar e a energia é constantemente renovada. Energia em vigor é movimento e motivação na certa.

Ao aceitar correr riscos em uma nova escolha, empreitada ou oportunidade podemos superar ou conviver melhor com nossos medos, não permitindo que esses nos paralisem e assim, podemos encontrar meios criativos de agir. Podemos por exemplo, ressignificar, atualizar uma questão ou um comportamento antigo que hoje em dia está sendo disfuncional para a nossa vida. Quer dizer, a partir de um ato criativo em um simples detalhe na vida ampliamos o nosso olhar, nossa percepção sobre as coisas, pessoas e situações. É como se ficássemos mesmo mais sábios perante nossa própria existência após passarmos por experiências diversificadas.

Segundo o gestalt-terapeuta Joseph Zinker (2007), ser criativo é um ato de coragem, pois a pessoa que cria, além de poder romper limites, está disposta a se arriscar ao ridículo e ao fracasso para experienciar algo novo e inédito. Tudo isso em busca de crescimento pessoal e emocional, conscientemente ou não.

A criatividade caminha lado a lado com a improvisação, a sensibilidade e a espontaneidade e é condição sine qua non para o processo de crescimento de cada um de nós. Crescer é um desafio, por isso exige coragem e muita criatividade. Em nosso interior há forças criativas, porém, muitas vezes elas estão bloqueadas, não estão desenvolvidas, estão adormecidas ou até mesmo obscurecidas por certos acontecimentos e fatos difíceis e infelizes da vida. Para acessá-las é necessário entrar em contato com o campo emocional sem medo de ser feliz.

Traduzindo, para libertarmos nossa criatividade do enclausuramento é preciso primeiro coragem, depois usar a imaginação para entrar em contato com nossas paixões, com a autenticidade, com o que nos move, nos deixa verdadeiramente felizes, plenos como seres humanos e nos motiva a levantar todos os dias, continuar vivendo e realizar uma série de ações. 

“A criatividade é a celebração da grandeza de uma pessoa, a sensação de que ela pode tornar qualquer coisa possível. A criatividade é a celebração da vida – minha celebração da vida. É uma declaração ousada: eu estou aqui! Eu amo a vida! Eu me amo! Posso ser qualquer coisa! Posso fazer qualquer coisa!”

                                                                                                                               (ZINKER, 2007) 
 
 
 

Revisão Bibliográfica Breve

- ZINKER, J. Processo Criativo em Gestalt-Terapia. Summus, São Paulo, 2007.

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